Em 1991, termina a Guerra do Golfo
A Guerra do Golfo terminava a 28 de fevereiro de 1991. O conflito foi travado entre o Iraque e forças da Coligação internacional, lideradas pelos Estados Unidos. A ação militar teve como principal justificação a libertação do Kuweit, ocupado e anexado pelas forças armadas iraquianas sob as ordens de Saddam Hussein no dia 2 de agosto de 1990 .
A invasão ao Kuweit foi condenada internacionalmente, resultando em sanções económicas imediatas contra o Iraque por membros do Conselho de Segurança da ONU. Juntamente com a primeira-ministra do Reino Unido, Margaret Thatcher, o presidente dos EUA, George H. W. Bush, enviou forças para a Arábia Saudita e incentivou outros países a enviarem os seus exércitos ao local. Várias nações juntaram-se à Coligação, formando a maior aliança militar desde a Segunda Guerra Mundial.
A decisão de Saddam Hussein de invadir o Kuweit foi essencialmente uma tentativa de lidar com a contínua vulnerabilidade da sua economia e o seu consequente impacto nas finanças públicas. Além da questão económica, o conflito também foi originado por disputas territoriais. O Kuweit era parte da província de Baçorá na época do domínio do Império Otomano, que passou a ser reivindicado como território iraquiano. A fronteira entre as duas nações foi desenhada então pelos ingleses em 1922. A criação de um Kuweit independente tirou a única saída para o mar que o Iraque tinha.
Os Estados Unidos e a ONU apresentaram várias justificações para seu envolvimento no conflito, sendo que o que mais ecoou foi a violação da integridade territorial do Kuweit. Além disso, os americanos queriam apoiar a Arábia Saudita, o seu mais importante aliado na região e um importante produtor de petróleo.
Em 24 de fevereiro, teve início a operação terrestre que colocaria fim à guerra. Quatro dias depois, George H. W. Bush declarou um cessar-fogo e afirmou que o Kuweit havia sido libertado e estava seguro novamente. Assim, a "mãe de todas as batalhas", que Saddam anunciou, acabou por não acontecer.
As perdas sofridas pelas forças de Saddam Hussein são, até aos dias atuais, desconhecidas, porém acredita-se que tenham sido muito altas. Algumas estimativas afirmam que entre 20 mil e 35 mil soldados morreram em combate. Ao todo, 190 soldados da Coligação foram mortos em combate direto contra militares iraquianos (sendo 113 dos Estados Unidos). As outras 379 baixas foram resultado de acidentes ou fogo amigo. Mais de mil civis kuweitianos morreram no conflito.
A guerra foi uma das campanhas militares mais espetaculares e inovadoras da moderna história militar, introduzindo no campo de batalha sofisticação tecnológica e poder de fogo sem precedentes. Equipamentos como os aviões Stealth e bombas inteligentes fizeram a sua estreia no conflito, que teve ampla cobertura televisiva. Pela primeira vez na história, pessoas de todo o mundo viam ao vivo imagens dos bombardeamentos, dos navios lançando mísseis de cruzeiro e dos caças saindo dos porta-aviões. A imprensa mostrava em primeira mão o avanço das forças da Coligação e toda a sua capacidade de fogo.
Fonte: Site History (adaptado)

















