DIVULGAÇÃO DAS ATIVIDADES DA BIBLIOTECA ESCOLAR DE CACIA
sábado, 22 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
NATAL É TODOS OS DIAS...
Um segredo para a minha Mãe
Enquanto espero pelas festas, penso em
todos os Natais calorosos e maravilhosos quando era criança, e dou-me conta de
que um sorriso me ilumina a face. Na verdade, são tempos que vale a pena
recordar! Contudo, reparo que, à medida que fui ficando mais velha, as memórias
do Natal tornaram-se menos vívidas e foram-se transformando numa época triste e
deprimente… até ao ano passado. Foi nessa data que creio ter recuperado a
alegria própria da infância. A alegria que eu sentia quando era criança…
Todos os anos me canso à procura de algo
para oferecer à minha mãe no Natal. Mais um roupão e uns chinelos, um perfume,
umas camisolas? Tudo prendas interessantes, mas que não dizem Amo-te da
maneira que deviam dizer. Desta vez, queria algo de diferente, algo que ela
recordasse para o resto da vida… Algo que lhe devolvesse o sorriso na cara e a
ligeireza no andar. A minha mãe vive sozinha e, por muito que eu queira passar
algum tempo com ela, só consigo, com o meu horário, fazer-lhe visitas
esporádicas. Portanto, tomei a decisão de ser o seu Pai Natal secreto. Mal
sabia eu como acertara!
Saí e comprei todo o tipo de pequenas
prendinhas e, depois, passeei-me pelas zonas mais caras do centro comercial.
Arranjei pequenas ninharias, coisas que eu sabia que apenas a minha mãe iria
apreciar. Levei-as para casa e embrulhei-as, cada uma de maneira diferente.
Depois, fiz um cartão para cada uma delas. Tudo de acordo com a canção “The
twelve days of Christmas.” [“Os doze dias de Natal”].
Edei início à minha aventura.O primeiro
dia foi tão emocionante! Deixei a prenda junto à porta do apartamento dela.
Depois, apressei-me a telefonar-lhe, fingindo que era só para saber como estava
de saúde. A minha mãe estava radiante! Alguém lhe tinha deixado ficar uma
prenda e assinado “Pai Natal secreto.”
No dia seguinte, a cena repetiu-se.
Quatro ou cinco dias depois, fui a casa dela, e o meu coração quase rebentou de
alegria. Tinha disposto todas as prendas em cima da mesa da cozinha e andava a
mostrá-las aos vizinhos. Durante todo o tempo da minha visita, a minha mãe não
parou de falar no admirador secreto… Estava no sétimo céu!
Telefonava-me todos os dias com notícias
da nova prenda que tinha encontrado ao acordar! Tinha decidido “apanhar” a
pessoa responsável por tudo aquilo e ia dormir no sofá, com a porta
completamente aberta. Por isso, nesse dia, tive de deixar a prenda mais tarde,
o que a fez ficar aflita: será que as prendas tinham acabado?
O último dia era um sábado e o cartão
dizia-lhe para se vestir e que devia ir até ao Applebee’s para jantar.
Era sinal de que iria, finalmente, conhecer o seu Pai Natal secreto. O cartão
dizia, também, que pedisse à sua filha Susan para a levar lá (esta sou eu).
Acrescentava, ainda, que iria reconhecer o Pai Natal secreto pelo laço vermelho
que ele usaria.
Fui buscá-la e lá fomos nós. De pois de
chegarmos e de nos instalarmos, a minha mãe olhou em volta. Perguntava-se, sem
dúvida, quando iria conhecer o seu Pai Natal secreto… Devagar, tirei o casaco e
exibi o laço vermelho. A minha mãe começou a chorar. Estava mais feliz do que
nunca!
Senti-me tão contente quando tudo acabou!
E lembrei-me de uma coisa muito
importante: a minha mãe ensinara-me, em criança, que era melhor dar do que
receber. Por isso, todos os anos em que estive triste durante as festas, foi
porque procurei mais receber do que dar.
Agora, podia, finalmente, sentir-me
feliz.
Susan Spence,2008 (Tradução e adaptação)
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
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