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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cientistas criam garrafa de água que se enche sozinha

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2909710&seccao=Tecnologia

Carapaças de caranguejo a ser usadas em medicamentos

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2907178&seccao=Biosfera
Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos.
Jean-Paul Sartre

Tempestade de poeira aquece atmosfera em Marte

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2911302

HISTÓRIA VERÍDICA CHINESA


O desejo de Ruby
Se caminhar por uma certa rua de uma certa cidade na China, e passar pelo mercado de animais de estimação, com os papa-arroz amarelos e verdes a saltar nas gaiolas de bambu, os peixinhos dourados e as tartarugas de água doce nas taças de porcelana, há de chegar a um quarteirão de casas. Nesses edifícios, agora castanhos devido à idade e à sujidade, moram muitas famílias. Porém, se olhar com atenção, verá que outrora essas casas eram uma só, uma magnífica casa que pertencia a uma única família.
A casa foi construída por um velho que tinha estado na Montanha de Ouro. Era este o nome que os Chineses davam à Califórnia, quando muitos deles participaram na Corrida ao Ouro, mas poucos regressaram. Este homem regressou, e regressou muito rico. Fez, em seguida, o que todos os homens ricos faziam na Antiga China: casou com muitas mulheres. As mulheres tiveram muitos filhos e os filhos também tiveram muitas mulheres. A dada altura, a casa transbordava de gritos e risos de mais de uma centena de crianças.
Entre estas crianças, havia uma menina a que todos chamavam Ruby, porque adorava a cor vermelha. Na China, o vermelho é a cor das celebrações. No Dia de Ano Novo, as crianças recebem envelopes vermelhos cheios de “dinheiro da sorte” e as noivas vestem-se de vermelho no dia do casamento. Contudo, Ruby insistia em vestir-se de vermelho todos os dias. Mesmo quando a mãe a obrigava a usar cores mais sóbrias, como as primas faziam, Ruby atava o seu cabelo negro com fitas vermelhas.
Uma vez que tinha muitos netos, o avô de Ruby contratou um professor para vir a casa ministrar as lições. Todos os netos que quisessem aprender tinham aulas com este tutor. Esta não era uma situação comum na China de então, dado que a maioria das raparigas nunca aprendia a ler ou escrever.
Sempre que o tempo estava bom, as aulas tinham lugar no jardim. As janelas do escritório do avô davam para o jardim e, com frequência, o velho levantava-se para observar os netos.
Um dia, o avô viu a parede alta e branca do jardim coberta de caligrafias. Os netos tinham estado a praticar a escrita. O avô riu-se ao ver que muitos tinham a cara e as mãos cheias de tinta! Foi então que reparou que uma das folhas era mais bela do que as restantes. Qual dos seus netos produzira tão bela caligrafia? Entretanto, no jardim, o tutor elogiava Ruby, que tinha as orelhas tão vermelhas como o casaco que vestia.
Para acompanhar os primos nos estudos, a verdade é que Ruby tinha de se esforçar o dobro. Com efeito, quando terminavam os estudos, os rapazes iam brincar; as raparigas, porém, tinham ainda de aprender a cozinhar e a governar a casa. Eram estas as únicas tarefas que as mães achavam dignas de aprendizagem. Uma a uma, todas as netas abandonavam as aulas. Todas exceto Ruby, que escolhia a noite para compensar os bordados que não fizera de dia. E, durante muitas noites, a sua vela era a única acesa em toda a casa, depois de todos se terem ido deitar.
Um dia, o tutor pediu às crianças que escrevessem um poema. Ruby escreveu:
Má sorte ter nascido rapariga; pior sorte ter nascido nesta casa onde apenas os rapazes recebem atenção.
O professor ficou impressionado com o poema da menina e mostrou-o ao avô. Este também ficou impressionado, além de preocupado. Chamou, então, a neta ao escritório. Ruby viu o avô sentado na cadeira, com o poema pousado na secretária diante dele.
— Foste tu que escreveste este poema? — perguntou.
— Sim, avô, escrevi — respondeu a neta.
— Achas que nesta casa só nos preocupamos com os rapazes?
— Não, avô — respondeu Ruby, arrependida por ter perturbado o avô.
— Ruby — disse o avô, gentil — gostaria de saber porque escreveste este poema. De que forma cuidamos melhor dos rapazes?
A neta tentou escolher um exemplo insignificante.
— Bem, quando se realiza o Festival da Lua, e nos dão um bolinho a cada um, os rapazes ficam sempre com a parte da gema.
— Ai sim? — disse o avô, como que à espera de mais revelações.
— E quando fazemos o Festival da Lanterna, as raparigas só recebem simples lanternas de papel, enquanto os rapazes recebem lanternas vermelhas com a forma de peixinhos dourados, galos e dragões.
O avô riu baixinho. Nunca havia pensado naquilo. Mas imaginava, facilmente, o quanto a neta gostaria de ter uma lanterna vermelha.
— Mas o mais importante — concluiu Ruby, fitando as biqueiras dos seus sapatos vermelhos — é que os rapazes vão para a universidade, enquanto as raparigas se casam.
— Não queres casar-te? — perguntou o avô. — Tens muita sorte, porque uma rapariga desta família pode casar com quem quiser.
— Eu sei, mas preferia ir para a universidade.
O avô afagou-lhe o cabelo.
— Obrigado por teres desabafado comigo, Ruby. Continua a estudar. Aproveita o mais que puderes.
E Ruby continuou a estudar. Alguns dos rapazes cresceram e foram para a universidade. Outros ficaram em casa e constituíram família. Mas todas as raparigas casaram e foram viver com as famílias dos maridos. Ruby sabia que, em breve, chegaria a sua vez. Nos lagos, observava as carpas cor de laranja e brancas, que procuravam pão sob uma fina camada de gelo. O Ano Novo chinês aproximava-se e a menina sabia que seria o último que passaria naquela casa.
No Dia de Ano Novo, calçou os sapatos de veludo vermelho e prendeu o cabelo com fitas vermelhas. Depois foi desejar a todos um feliz ano. Começou pelas primas casadas, e em seguida felicitou os pais, os tios e as tias. Cada um lhe deu um envelope vermelho cheio de dinheiro da sorte. Por fim, fez uma vénia ao avô:
— Desejo-te boa sorte e prosperidade, avô.
— Boa sorte, Ruby — respondeu ele, entregando-lhe um envelope vermelho muito grosso.
Todos os olhares da família se cravaram nela enquanto abria o presente. O presente não era dinheiro; era algo muito melhor: era a carta de uma universidade que se dizia orgulhosa por aceitar Ruby como uma das suas primeiras alunas!
E foi assim que Ruby realizou o seu desejo.
Esta história é verdadeira.
Sei-o, porque Ruby é minha avó. E todos os dias veste algo vermelho.

Shirin Yim Bridges
Ruby’s Wish
San Francisco, Chronicle Books, 2002
(Tradução e adaptação) 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.
Charles Chaplin

Descoberto planeta gigante 13 vezes maior que Júpiter

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2897863

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

HUMM QUE DELÍCIA!

 

 
Uma guloseima para a Noite das Bruxas   

O saco das guloseimas estava pronto e sentia-me ansiosa por ver chegar as crianças marotas. Mas, na manhã da Noite das Bruxas tive um ataque de artrite muito forte e, à tardinha, mal me conseguia mexer. Como sabia que ia ser difícil atender todas as vezes que batessem à porta, decidi deixar o saco pendurado da parte de fora da porta e ver, na sala às escuras, o desfile das crianças mascaradas.
A primeira a chegar foi uma bailarina com três fantasminhas. Cada um pegou numa guloseima, excepto o último, que tirou do saco uma mão cheia. Foi então que ouvi a bailarina ralhar: “Não podes tirar mais do que uma!” Fiquei contente por a criança mais velha agir como se fosse a consciência do pequeno.
Seguiram-se princesas, astronautas, esqueletos e extraterrestres. Apareceram mais crianças do que as de que eu estava à espera. Como as guloseimas estavam a acabar, preparei-me para desligar a luz da entrada. Detive-me ao reparar que tinha mais quatro visitas. Os três mais velhos meteram a mão no saco e retiraram um chocolate cada. Sustive a respiração, esperançada de que ainda restasse um para uma bruxinha. Mas, quando ela retirou a mão, tudo o que segurava era apenas uma simples goma de laranja.
Os outros chamaram:
— Emily, despacha-te! Não há ninguém em casa para te dar mais guloseimas.
Mas Emily deixou-se ficar mais um pouco. Meteu a goma no saco e, imóvel, ficou a olhar para a porta. Depois, disse:
— Obrigada, casa. Gosto muito da goma de laranja.
E correu a juntar-se aos companheiros.
Uma bruxinha querida tinha-me lançado um feitiço.  

Evelyn M. Gibb
J. Canfield; M. V. Hansen; J. Read Hawthorne; M. Shimoff
Second Chicken Soup for the Woman’s Soul
Florida, HCI, 1998
(Tradução e adaptação)

Ulisses, o Aventureiro - 31 outubro de 2012

Universidade quer transformar Porto numa cidade inteligente

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2856185&seccao=Tecnologia

"Oferta 'cloud' é a que tem mais espaço a nível mundial"

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2858305&seccao=Tecnologia