DIVULGAÇÃO DAS ATIVIDADES DA BIBLIOTECA ESCOLAR DE CACIA
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
1º de DEZEMBRO- DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA
A Restauração da Independência
A ideia de recuperar a independência era cada vez mais poderosa e a ela começaram a aderir todos os grupos sociais. Os Burgueses estavam muito desiludidos e empobrecidos com os ataques aos territórios portugueses e aos navios que transportavam os produtos que vinham dessas regiões. A concorrência dos Holandeses, Ingleses e Franceses diminuía-lhes o negócio e os lucros.
Os nobres descontentes viam os seus cargos ocupados pelos Espanhóis, tinham perdido privilégios, eram obrigados a alistar-se no exército espanhol e a suportar todas as despesas. Também eles empobreciam e era quase sempre desvalorizada a sua qualidade ou capacidade! A corte estava em Madrid e mesmo a principal gestão da governação do reino de Portugal, que era obrigatoriamente exigida de ser realizada "in loco", era entregue a nobres castelhanos e não portugueses. Estes últimos viram-se afastados da vida da corte e acabaram por se retirar para a província, onde viviam nos seus palácios ou casas senhoriais, para poderem sobreviver com alguma dignidade imposta pela sua classe social.
Portugal, na prática, era como se fosse uma província espanhola, governada de longe, sem qualquer preocupação com os interesses e necessidades das pessoas que cá viviam... Estas serviam para pagar impostos que ajudavam a custear as despesas do Império Espanhol que também já estava em declínio!
Foi então que um grupo de nobres - cerca de 40 (conjurados)- se começou a reunir, secretamente, procurando analisar a melhor forma de organizar uma revolta contra Filipe IV de Espanha. Uma revolta que pudesse ter êxito.
A revolta do 1º de Dezembro de 1640
Começava a organizar-se uma conspiração para derrubar os representantes do rei em Portugal. Sabiam já que teriam apoio do povo e também do clero.
Um nobre tinha todas as condições para ser reconhecido e aceite como candidato legítimo ao trono de Portugal. Era D. João, Duque de Bragança, neto de D. Catarina de Bragança, candidata ao trono, em 1580.
Em Espanha, o rei Filipe IV também enfrentava dificuldades. Continuava em guerra com outros países. O descontentamento da população espanhola aumentava. Rebentavam revoltas em várias regiões. A mais violenta, a revolta da Catalunha (1640), criou a oportunidade que os portugueses esperavam. O rei de Espanha, preocupado com a força desta, desviou para lá muitas tropas.
Faltava escolher o dia certo. Aproximava-se o Natal do ano 1640 e muita gente partiu para Espanha. Em Lisboa, ficaram a Duquesa de Mântua, espanhola e Vice-rei de Portugal (desde 1634), e o português seu Secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos.
Os nobres revoltosos convenceram D. João de Bragança, que vivia no palácio de Vila Viçosa, a aderir à conspiração.
No dia 1 de Dezembro, desse ano, invadiram de surpresa o Palácio real (Paço da Ribeira), no Terreiro do Paço, prenderam a Duquesa, obrigando-a a dar ordens às suas tropas para se renderem - e mataram Miguel de Vasconcelos.
A ideia de recuperar a independência era cada vez mais poderosa e a ela começaram a aderir todos os grupos sociais. Os Burgueses estavam muito desiludidos e empobrecidos com os ataques aos territórios portugueses e aos navios que transportavam os produtos que vinham dessas regiões. A concorrência dos Holandeses, Ingleses e Franceses diminuía-lhes o negócio e os lucros.
Os nobres descontentes viam os seus cargos ocupados pelos Espanhóis, tinham perdido privilégios, eram obrigados a alistar-se no exército espanhol e a suportar todas as despesas. Também eles empobreciam e era quase sempre desvalorizada a sua qualidade ou capacidade! A corte estava em Madrid e mesmo a principal gestão da governação do reino de Portugal, que era obrigatoriamente exigida de ser realizada "in loco", era entregue a nobres castelhanos e não portugueses. Estes últimos viram-se afastados da vida da corte e acabaram por se retirar para a província, onde viviam nos seus palácios ou casas senhoriais, para poderem sobreviver com alguma dignidade imposta pela sua classe social.
Portugal, na prática, era como se fosse uma província espanhola, governada de longe, sem qualquer preocupação com os interesses e necessidades das pessoas que cá viviam... Estas serviam para pagar impostos que ajudavam a custear as despesas do Império Espanhol que também já estava em declínio!
Foi então que um grupo de nobres - cerca de 40 (conjurados)- se começou a reunir, secretamente, procurando analisar a melhor forma de organizar uma revolta contra Filipe IV de Espanha. Uma revolta que pudesse ter êxito.
A revolta do 1º de Dezembro de 1640
Começava a organizar-se uma conspiração para derrubar os representantes do rei em Portugal. Sabiam já que teriam apoio do povo e também do clero.
Um nobre tinha todas as condições para ser reconhecido e aceite como candidato legítimo ao trono de Portugal. Era D. João, Duque de Bragança, neto de D. Catarina de Bragança, candidata ao trono, em 1580.
Em Espanha, o rei Filipe IV também enfrentava dificuldades. Continuava em guerra com outros países. O descontentamento da população espanhola aumentava. Rebentavam revoltas em várias regiões. A mais violenta, a revolta da Catalunha (1640), criou a oportunidade que os portugueses esperavam. O rei de Espanha, preocupado com a força desta, desviou para lá muitas tropas.
Faltava escolher o dia certo. Aproximava-se o Natal do ano 1640 e muita gente partiu para Espanha. Em Lisboa, ficaram a Duquesa de Mântua, espanhola e Vice-rei de Portugal (desde 1634), e o português seu Secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos.
Os nobres revoltosos convenceram D. João de Bragança, que vivia no palácio de Vila Viçosa, a aderir à conspiração.
No dia 1 de Dezembro, desse ano, invadiram de surpresa o Palácio real (Paço da Ribeira), no Terreiro do Paço, prenderam a Duquesa, obrigando-a a dar ordens às suas tropas para se renderem - e mataram Miguel de Vasconcelos.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
DIA INTERNACIONAL PARA A TOLERÂNCIA
Hoje é Dia Internacional para a Tolerância
Assinala-se hoje, 16 de Novembro, o Dia Internacional para a Tolerância, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em reconhecimento à Declaração de Paris, assinada no dia 12 deste mês, em 1995, por 185 Estados.
A Declaração da ONU fez parte do evento sobre o esforço internacional do Ano das Nações Unidas para a Tolerância.
Nela, os estados participantes reafirmaram a "fé nos Direitos Humanos fundamentais" e ainda na dignidade e valor da pessoa humana, além de poupar sucessivas gerações das guerras por questões culturais, devendo ser incentivada a prática da tolerância, a convivência pacífica entre os povos vizinhos.
Foi então evocado o dia 16 de Novembro, quando da assinatura da constituição da UNESCO em 1945. Remetia, ainda, à Declaração Universal dos Direitos Humanos que afirma:
1 - Todas as pessoas têm direito à liberdade de pensamento, consciência e religião (Artigo 18);
2 - Todos têm direito à liberdade de opinião e expressão (Artigo 19)
3 - A educação deve promover a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações, grupos raciais e religiosos (Artigo 26).
Para a consecução da tolerância entre os povos, são relacionados os seguintes instrumentos jurídicos internacionais:
- Convenção Internacional dos Direitos Civis e Políticos.
- Convenção Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais.
- Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial.
- Convenção para a Prevenção e Combate ao Crime de Genocídio.
- A Convenção de 1951 relativo aos Refugiados, e seus Protocolos de 1967 e, ainda, os instrumentos regionais.
- Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher.
- Convenção contra a Tortura e combate a todas as formas de tratamento cruel, desumano ou castigo degradante.
- Declaração de Eliminação de todas as formas de Intolerância baseada na religião ou crença.
- Declaração dos Direitos das Pessoas que pertencem a Nações ou Minorias Étnicas, Religiosas e Linguísticas.
- Declaração de Medidas para Eliminar o Terrorismo Internacional.
- Declaração de Viena, e Programa de Acção da Conferência Mundial de Direitos Humanos.
- Declaração de Copenhague e Programa de Acção adoptada pela Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social.
- Declaração da UNESCO sobre Raça e Preconceito Racial.
- Convenção da UNESCO e Recomendação contra a Discriminação na Educação.
A directora Geral da UNESCO, Irina Bokova, considera que a promoção da solidariedade intelectual e moral está no cerne do mandato da organização que dirige. “A tolerância é libertadora. Ela é uma acção, através da qual as diferenças dos outros são reconhecidas assim como as nossas, e pela qual as riquezas de outra cultura são consideradas um bem comum".
Assinala-se hoje, 16 de Novembro, o Dia Internacional para a Tolerância, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em reconhecimento à Declaração de Paris, assinada no dia 12 deste mês, em 1995, por 185 Estados.
A Declaração da ONU fez parte do evento sobre o esforço internacional do Ano das Nações Unidas para a Tolerância.
Nela, os estados participantes reafirmaram a "fé nos Direitos Humanos fundamentais" e ainda na dignidade e valor da pessoa humana, além de poupar sucessivas gerações das guerras por questões culturais, devendo ser incentivada a prática da tolerância, a convivência pacífica entre os povos vizinhos.
Foi então evocado o dia 16 de Novembro, quando da assinatura da constituição da UNESCO em 1945. Remetia, ainda, à Declaração Universal dos Direitos Humanos que afirma:
1 - Todas as pessoas têm direito à liberdade de pensamento, consciência e religião (Artigo 18);
2 - Todos têm direito à liberdade de opinião e expressão (Artigo 19)
3 - A educação deve promover a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações, grupos raciais e religiosos (Artigo 26).
Para a consecução da tolerância entre os povos, são relacionados os seguintes instrumentos jurídicos internacionais:
- Convenção Internacional dos Direitos Civis e Políticos.
- Convenção Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais.
- Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial.
- Convenção para a Prevenção e Combate ao Crime de Genocídio.
- A Convenção de 1951 relativo aos Refugiados, e seus Protocolos de 1967 e, ainda, os instrumentos regionais.
- Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher.
- Convenção contra a Tortura e combate a todas as formas de tratamento cruel, desumano ou castigo degradante.
- Declaração de Eliminação de todas as formas de Intolerância baseada na religião ou crença.
- Declaração dos Direitos das Pessoas que pertencem a Nações ou Minorias Étnicas, Religiosas e Linguísticas.
- Declaração de Medidas para Eliminar o Terrorismo Internacional.
- Declaração de Viena, e Programa de Acção da Conferência Mundial de Direitos Humanos.
- Declaração de Copenhague e Programa de Acção adoptada pela Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social.
- Declaração da UNESCO sobre Raça e Preconceito Racial.
- Convenção da UNESCO e Recomendação contra a Discriminação na Educação.
A directora Geral da UNESCO, Irina Bokova, considera que a promoção da solidariedade intelectual e moral está no cerne do mandato da organização que dirige. “A tolerância é libertadora. Ela é uma acção, através da qual as diferenças dos outros são reconhecidas assim como as nossas, e pela qual as riquezas de outra cultura são consideradas um bem comum".
terça-feira, 9 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2010
PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2010
Mário Vargas Llosa (nascido Jorge Mário Vargas Llosa em Arequipa a 28 de Março de 1936), é um escritor, jornalista, ensaísta e político Peruano, laureado com o Prémio Nobel da Literatura de 2010.
•
Nascido numa família de classe média, único filho de Ernesto Vargas Maldonado e Dora Llosa Ureta, os seus pais separaram-se após cinco meses de casamento. Por este facto, não conheceu o pai até aos dez anos de idade. A sua primeira infância foi em Cochabamba, na Bolívia, mas no período do governo de José Luís Bustamante y Rivero, o seu avô obtém um importante cargo político no governo, em Piura, no Norte do Peru, e a sua mãe retorna ao Peru, para viver naquela cidade.
Em 1946 muda-se para Lima e então conhece o seu pai. Os pais reconciliam-se e, durante a sua adolescência, a família continuará vivendo ali.
Ao completar 14 anos, ingressa, por vontade paterna, no Colégio Militar Leôncio Prado, em La Perla, como aluno interno, ficando lá durante dois anos. Essa experiência será o tema do seu primeiro livro - La ciudad y los perros ("A cidade e os cães).
Em 1953 é admitido na tradicional Universidad Nacional Mayor de San Marcos, em Lima, a mais antiga da América. Ali estudou Letras e Direito, contra a vontade do seu pai.
Aos 19 anos, casa-se com Júlia Urquidi, irmã da mulher de seu tio materno, e passa a ter vários empregos para sobreviver: actua como redactor mas também fazendo fichas de livros e até mesmo revendo nomes nos túmulos dos cemitérios. Em 1958 recebe uma bolsa de estudo "Javier Prado" a vai para a Espanha, onde obtém doutoramento em Filosofia e Letras, coma nota de 19 valores, na Universidade Complutense de Madrid. Após isso vai para França, onde vive durante alguns anos. Em 1964 divorcia-se de Júlia e em 1965 casa-se com a prima Patrícia Llosa, com quem tem três filhos Álvaro, Gonzalo e Morgana.
Obra
A sua obra critica a hierarquia de castas sociais e raciais, vigente ainda hoje, segundo o escritor, no Peru e na América Latina. O seu principal tema é a luta pela liberdade individual na realidade opressiva do Peru. A princípio, assim como vários outros intelectuais de sua geração, Vargas Llosa sofreu a influência do existencialismo de Jean Paul Sartre.
Muitos dos seus escritos são autobiográficos, como "A cidade e os cães" (1963), "A Casa Verde" (1966) e "Tia Júlia e o Escrivão"(1977). Por A cidade e os cães recebeu o Prémio Biblioteca Breve da Editora Seix [Barral e o Prémio da Crítica de 1963. A sua obra seguinte, A Casa Verde mostra a influência de William Faulkner. O romance narra a vida das personagens num bordel, cujo nome dá título ao livro. O seu terceiro romance, Conversa na Catedral publicado em 4 volumes e que o próprio Vargas Llosa caracterizou como obra completa, narra fases da sociedade peruana sob a ditadura de Odria em 1950.
Há um encontro na Catedral entre dois personagens: o filho de um ministro e um motorista particular. O romance caracteriza-se por uma sofisticada técnica narrativa, alternando a conversa dos dois e cenas do passado. Em 1981 publica A Guerra do Fim do Mundo, sobre a Guerra de Canudos, que dedica ao escritor brasileiro Euclides da Cunha, autor de Os Sertões.
Em 7 de Outubro de 2010 foi agraciado com o Prémio Nobel da Literatura pela Academia Sueca de Ciências “pela sua cartografia de estruturas de poder e as suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual".O presidente do Peru, Alan García, considerou o prémio de Llosa como "um reconhecimento a um Peruano universal".
Vida política
Em 1980 começa a ter maior actividade política no país. Em 1983 a pedido do próprio presidente Fernando B. Terry preside à comissão que investiga a morte de oito jornalistas. Em 1987 inicia o movimento político liberal contra a estatização da economia, o que ia de encontro ao presidente Alan García. Em 1990 concorre à presidência do país com a Frente Demócrata (FREDEMO), partido de centro-direita, mas perde a eleição para Alberto Fujimori.
Após isso, regressa a Londres e reinicia as suas actividades literárias. Em 2006, na sua mais recente visita ao país, apoia a candidatura de Lourdes Flores, tendo ganhado Alan García. As suas experiências como escritor e candidato presidencial estão expostas na autobiografia "Peixe na Água", publicada em 1991.
Bibliografia
Ficção
• Os Chefes (1959)
• A cidade e os cães ("La ciudad y los perros") (1963)
• A casa verde (1966) (Prémio Rómulo Gallegos)
• Os Filhotes (1967)
• Conversa na catedral (1969)
• Pantaleão e as visitadoras (1973)
• Tia Júlia e o escrivão (1977)
• A Guerra do Fim do Mundo (1981)
• História de Mayta (1984)
• Quem matou Palomino Molero? (1986)
• O falador (1987)
• Elogio da madrasta (1988)
• Lituma nos Andes (1993). Prémio Planeta
• Os cadernos de Dom Rigoberto (1997)
• A festa do bode (2000)
• O Paraíso na Outra Esquina (2003)
• Travessuras da Menina Má (2006)
Teatro
• A menina de Tacna (1981)
• Kathie e o hipopótamo (1983)
• La Chunga (1986)
• El loco de los balcones (1993)
• Olhos bonitos, quadros feios (1996)
Ensaio
• García Márquez: historia de un deicidio (1971)
• Historia secreta de una novela (1971)
• La orgía perpetua: Flaubert y «Madame Bovary» (1975)
• Contra viento y marea. Volume I (1962-1982) (1983)
• Contra viento y marea. Volume II (1972-1983) (1986)
• La verdad de las mentiras: Ensayos sobre la novela moderna (1990)
• Contra viento y marea. Volumen III (1964-1988) (1990)
• Carta de batalla por Tirant lo Blanc (1991)
• Desafíos a la libertad (1994)
• La utopía arcaica. José María Arguedas y las ficciones del indigenismo (1996)
• Cartas a um novelista (1997)
• El lenguaje de la pasión (2001)
• La tentación de lo imposible (2004)
Prémios e condecorações
Ao longo de sua carreira, Mário Vargas Llosa recebeu inúmeros prémios e condecorações. Destacamos alguns: o Prémio Rómulo Gallegos (1967) e principalmente o Prémio Cervantes (1994). Outros prémios, a saber: o Prémio Nacional de Novela do Peru em 1967, pelo seu romance A Casa Verde, o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras Espanha (1986) e o Prémio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na Feira do Livro de Frankfurt (1997). Em 1993 foi-lhe concedido o Prémio Planeta pelo seu romance Lituma nos Andes. Uma grande relevância na sua carreira literária Prémio Biblioteca Breve, que recebeu por Baptismo de Fogo, em 1963, marca o início de sua brilhante carreira literária internacional. É membro da Academia Peruana de Línguas desde 1977, e da Real Academia Española (RAE) desde 1994. Tem vários doutoramentos honoris causa por universidades da Europa, América e Ásia; pode-se citar os concedidos pelas universidades de Yale (1994), Universidade de Israel (1998), Harvard (1999), Universidade de Lima (2001), Oxford (2003), Universidade Europeia de Madrid (2005) e Sorbonne (2005). Foi condecorado pelo governo Francês com a Medalha de honra em 1985 e venceu o Nobel de Literatura do ano de 2010.
Mário Vargas Llosa (nascido Jorge Mário Vargas Llosa em Arequipa a 28 de Março de 1936), é um escritor, jornalista, ensaísta e político Peruano, laureado com o Prémio Nobel da Literatura de 2010.
•
Nascido numa família de classe média, único filho de Ernesto Vargas Maldonado e Dora Llosa Ureta, os seus pais separaram-se após cinco meses de casamento. Por este facto, não conheceu o pai até aos dez anos de idade. A sua primeira infância foi em Cochabamba, na Bolívia, mas no período do governo de José Luís Bustamante y Rivero, o seu avô obtém um importante cargo político no governo, em Piura, no Norte do Peru, e a sua mãe retorna ao Peru, para viver naquela cidade.
Em 1946 muda-se para Lima e então conhece o seu pai. Os pais reconciliam-se e, durante a sua adolescência, a família continuará vivendo ali.
Ao completar 14 anos, ingressa, por vontade paterna, no Colégio Militar Leôncio Prado, em La Perla, como aluno interno, ficando lá durante dois anos. Essa experiência será o tema do seu primeiro livro - La ciudad y los perros ("A cidade e os cães).
Em 1953 é admitido na tradicional Universidad Nacional Mayor de San Marcos, em Lima, a mais antiga da América. Ali estudou Letras e Direito, contra a vontade do seu pai.
Aos 19 anos, casa-se com Júlia Urquidi, irmã da mulher de seu tio materno, e passa a ter vários empregos para sobreviver: actua como redactor mas também fazendo fichas de livros e até mesmo revendo nomes nos túmulos dos cemitérios. Em 1958 recebe uma bolsa de estudo "Javier Prado" a vai para a Espanha, onde obtém doutoramento em Filosofia e Letras, coma nota de 19 valores, na Universidade Complutense de Madrid. Após isso vai para França, onde vive durante alguns anos. Em 1964 divorcia-se de Júlia e em 1965 casa-se com a prima Patrícia Llosa, com quem tem três filhos Álvaro, Gonzalo e Morgana.
Obra
A sua obra critica a hierarquia de castas sociais e raciais, vigente ainda hoje, segundo o escritor, no Peru e na América Latina. O seu principal tema é a luta pela liberdade individual na realidade opressiva do Peru. A princípio, assim como vários outros intelectuais de sua geração, Vargas Llosa sofreu a influência do existencialismo de Jean Paul Sartre.
Muitos dos seus escritos são autobiográficos, como "A cidade e os cães" (1963), "A Casa Verde" (1966) e "Tia Júlia e o Escrivão"(1977). Por A cidade e os cães recebeu o Prémio Biblioteca Breve da Editora Seix [Barral e o Prémio da Crítica de 1963. A sua obra seguinte, A Casa Verde mostra a influência de William Faulkner. O romance narra a vida das personagens num bordel, cujo nome dá título ao livro. O seu terceiro romance, Conversa na Catedral publicado em 4 volumes e que o próprio Vargas Llosa caracterizou como obra completa, narra fases da sociedade peruana sob a ditadura de Odria em 1950.
Há um encontro na Catedral entre dois personagens: o filho de um ministro e um motorista particular. O romance caracteriza-se por uma sofisticada técnica narrativa, alternando a conversa dos dois e cenas do passado. Em 1981 publica A Guerra do Fim do Mundo, sobre a Guerra de Canudos, que dedica ao escritor brasileiro Euclides da Cunha, autor de Os Sertões.
Em 7 de Outubro de 2010 foi agraciado com o Prémio Nobel da Literatura pela Academia Sueca de Ciências “pela sua cartografia de estruturas de poder e as suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual".O presidente do Peru, Alan García, considerou o prémio de Llosa como "um reconhecimento a um Peruano universal".
Vida política
Em 1980 começa a ter maior actividade política no país. Em 1983 a pedido do próprio presidente Fernando B. Terry preside à comissão que investiga a morte de oito jornalistas. Em 1987 inicia o movimento político liberal contra a estatização da economia, o que ia de encontro ao presidente Alan García. Em 1990 concorre à presidência do país com a Frente Demócrata (FREDEMO), partido de centro-direita, mas perde a eleição para Alberto Fujimori.
Após isso, regressa a Londres e reinicia as suas actividades literárias. Em 2006, na sua mais recente visita ao país, apoia a candidatura de Lourdes Flores, tendo ganhado Alan García. As suas experiências como escritor e candidato presidencial estão expostas na autobiografia "Peixe na Água", publicada em 1991.
Bibliografia
Ficção
• Os Chefes (1959)
• A cidade e os cães ("La ciudad y los perros") (1963)
• A casa verde (1966) (Prémio Rómulo Gallegos)
• Os Filhotes (1967)
• Conversa na catedral (1969)
• Pantaleão e as visitadoras (1973)
• Tia Júlia e o escrivão (1977)
• A Guerra do Fim do Mundo (1981)
• História de Mayta (1984)
• Quem matou Palomino Molero? (1986)
• O falador (1987)
• Elogio da madrasta (1988)
• Lituma nos Andes (1993). Prémio Planeta
• Os cadernos de Dom Rigoberto (1997)
• A festa do bode (2000)
• O Paraíso na Outra Esquina (2003)
• Travessuras da Menina Má (2006)
Teatro
• A menina de Tacna (1981)
• Kathie e o hipopótamo (1983)
• La Chunga (1986)
• El loco de los balcones (1993)
• Olhos bonitos, quadros feios (1996)
Ensaio
• García Márquez: historia de un deicidio (1971)
• Historia secreta de una novela (1971)
• La orgía perpetua: Flaubert y «Madame Bovary» (1975)
• Contra viento y marea. Volume I (1962-1982) (1983)
• Contra viento y marea. Volume II (1972-1983) (1986)
• La verdad de las mentiras: Ensayos sobre la novela moderna (1990)
• Contra viento y marea. Volumen III (1964-1988) (1990)
• Carta de batalla por Tirant lo Blanc (1991)
• Desafíos a la libertad (1994)
• La utopía arcaica. José María Arguedas y las ficciones del indigenismo (1996)
• Cartas a um novelista (1997)
• El lenguaje de la pasión (2001)
• La tentación de lo imposible (2004)
Prémios e condecorações
Ao longo de sua carreira, Mário Vargas Llosa recebeu inúmeros prémios e condecorações. Destacamos alguns: o Prémio Rómulo Gallegos (1967) e principalmente o Prémio Cervantes (1994). Outros prémios, a saber: o Prémio Nacional de Novela do Peru em 1967, pelo seu romance A Casa Verde, o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras Espanha (1986) e o Prémio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na Feira do Livro de Frankfurt (1997). Em 1993 foi-lhe concedido o Prémio Planeta pelo seu romance Lituma nos Andes. Uma grande relevância na sua carreira literária Prémio Biblioteca Breve, que recebeu por Baptismo de Fogo, em 1963, marca o início de sua brilhante carreira literária internacional. É membro da Academia Peruana de Línguas desde 1977, e da Real Academia Española (RAE) desde 1994. Tem vários doutoramentos honoris causa por universidades da Europa, América e Ásia; pode-se citar os concedidos pelas universidades de Yale (1994), Universidade de Israel (1998), Harvard (1999), Universidade de Lima (2001), Oxford (2003), Universidade Europeia de Madrid (2005) e Sorbonne (2005). Foi condecorado pelo governo Francês com a Medalha de honra em 1985 e venceu o Nobel de Literatura do ano de 2010.
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