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sexta-feira, 14 de junho de 2019

HOJE NA HISTÓRIA


Em 1986, morre o escritor Jorge Luis Borges

No dia 14 de junho de 1986 morria, em Genebra, na Suíça, Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo, escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta. Nascido em 24 de agosto de 1889, em Buenos Aires, na Argentina, a sua fama internacional começou a partir da década de 60, quando recebeu o primeiro prémio internacional de editores, o Prémio Formentor. O seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente nos EUA e na Europa. Fluente em vários idiomas, a sua obra abrange "o caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura". Os seus livros mais famosos são Ficções (1944) e O Aleph (1949), coletâneas de histórias curtas interligadas por sonhos, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios e livros fictícios, religião e Deus. Estudiosos afirmam que a progressiva cegueira de Borges o ajudou a criar novos símbolos literários, pois "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro". Os poemas do seu último período dialogam com vultos culturais como Spinoza, Luís de Camões e Virgílio.
Fonte: Site History (adaptado)

quinta-feira, 13 de junho de 2019

HOJE NA HISTÓRIA


Em 1373, Portugal assina com a Inglaterra a mais antiga aliança entre nações

A mais antiga aliança diplomática em vigor entre países foi assinada num dia como hoje, no ano de 1373, entre a Inglaterra (sucedida pelo Reino Unido) e Portugal, num pacto conhecido como Aliança Luso-Britânica, ou Aliança Inglesa. Atualmente, esta aliança não é amplamente usada, ainda que continue em vigor. Ao longo da história, porém, foi útil para Portugal, que, por exemplo, precisou da ajuda da Inglaterra durante as guerras napoleónicas, já que não aderiu ao Bloqueio Continental, o que seria incompatível com os termos desta aliança. Os portugueses também ajudaram a Inglaterra durante a Primeira Guerra Mundial e permitiram que os ingleses abrigassem um contingente militar e determinados privilégios em território português.
Fonte: Site History (adaptado)

quarta-feira, 12 de junho de 2019

HOJE NA HISTÓRIA


Em 1964, Nelson Mandela é condenado a prisão perpétua

Neste dia, em 1964, o ativista sul-africano Nelson Mandela foi condenado a prisão perpétua. Recebeu a pena após ter sido considerado culpado por sabotagem e conspiração. Durante o julgamento, Mandela admitiu a culpa por sabotagem, mas negou a participação numa guerrilha para derrubar o governo da África do Sul.
Mandela aproveitou a oportunidade para defender a sua causa diante do júri. Falou durante quatro horas, concluindo: "Durante a minha vida, dediquei-me a essa luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca, lutei contra a dominação negra. Acalentei o ideal de uma sociedade livre e democrática, na qual as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer".
Enviado para a prisão da Ilha Robben, Mandela ocupou a cela com número 466/64, que tinha as dimensões reduzidas de 2,5 metros por 2,1 metros, com uma pequena janela de 30 cm. Em 1982, Mandela foi transferido, juntamente com outros companheiros, para a Prisão de Pollsmor, de segurança máxima. Seis anos depois foi novamente transferido, desta vez para uma prisão de segurança mínima: a Prisão de Victor Verster, onde passou a morar numa cabana no complexo penitenciário.
Em 11 de fevereiro de 1990, após anos de negociações com o governo, Mandela finalmente foi solto. Quatro anos depois, foi eleito presidente da África do Sul.
Fonte: Site History (adaptado)

terça-feira, 11 de junho de 2019

HOJE NA HISTÓRIA


Em 1918, Aliados lançam contra-ataque à Alemanha, na França

Após sofrer durante vários meses com os ataques da Alemanha no oeste da Europa, em 1918, os Aliados deram início a um contra-ataque. No dia 11 de junho, quadro divisões francesas e duas norte-americanas lançaram um contra-ataque na França com grande apoio aéreo e mais de 150 tanques. Eles empurraram os alemães de volta Antheuil e fizeram mais de mil prisioneiros. A oeste, o ataque alemão de Soissons, em 12 de junho, obteve uma conquista insignificante, e o chefe do Estado-Maior alemão Erich Ludendorff cancelou a ofensiva no mesmo dia. Os aliados continuaram a sua pressão e ditaram uma mudança de ritmo na guerra que ganharia força durante o verão de 1918 e levaria ao fim da Primeira Guerra Mundial.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

HOJE NA HISTÓRIA


Em 1494, o Tratado de Tordesilhas é assinado para dividir as terras do Novo Mundo

Em 7 de junho de 1494 foi assinado o Tratado de Tordesilhas. O documento, celebrado entre os Reinos de Portugal e Castela (a Espanha moderna), tratava da divisão das terras "descobertas e por descobrir" por ambas as nações fora da Europa. O objetivo era acabar com a disputa entre os dois países pela posse dos novos territórios.
O tratado teve esse nome porque foi assinado na cidade castelhana de Tordesilhas. O acordo surgiu após os portugueses contestarem as pretensões da Coroa de Castela, resultantes da viagem de Cristóvão Colombo. Um ano e meio antes, o navegador aportou no chamado Novo Mundo e reivindicou o continente para Isabel, a Católica (1474-1504), rainha de Castela. 
Pelo acordo, foi definida uma linha imaginária de demarcação que passava a 370 léguas da ilha de Santo Antão, no arquipélago de Cabo Verde. Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e os territórios a oeste, a Castela. Assim, o território português no Brasil começava perto de onde hoje fica Belém e descia em linha reta até as proximidades de Laguna.
Em 1534, o Império Português criou o sistema de capitanias hereditárias com o objetivo de colonizar e explorar as novas terras. Esses territórios iam do litoral até ao limite estipulado pelo Tratado de Tordesilhas. Mas não demorou muito até que os portugueses começassem a invadir o território da Espanha. Os espanhóis precisavam tomar de conta de uma área muito extensa e não foram capazes se defender das investidas portuguesas. Em 1750, o Tratado de Tordesilhas foi oficialmente descartado e atualizado para o Tratado de Madrid. 
Fonte: Site History (adaptado)

quinta-feira, 6 de junho de 2019

HOJE NA HISTÓRIA


Em 1949, é publicado 1984, livro de George Orwell

Neste dia, no ano de 1949, foi publicado o clássico 1984, de George Orwell. A história, com o seu líder que "vê tudo", conhecido como "Big Brother", tornou-se um símbolo universal do governo intrusivo e de uma burocracia opressiva. George Orwell é o pseudónimo de Eric Blair, que nasceu na Índia, filho de um funcionário público britânico. Orwell, ao longo da sua vida, cada vez mais assumiu um posicionamento de esquerda, embora nunca tenha ingressado em nenhum partido político específico. Foi para a Espanha durante a Guerra Civil Espanhola, para lutar com os republicanos, mas depois regressou quando o comunismo ganhou espaço na ala esquerda. A fábula O Triunfo dos Porcos (1945) foi o seu primeiro sucesso de crítica e também lhe rendeu um bom retorno financeiro. O livro 1984, a  sua última obra, garantiu-lhe a fama e também o imortalizou como escritor. A obra traz uma visão sombria de um futuro onde todos os cidadãos são vigiados constantemente, e a comunicação é distorcida para ajudar a opressão. Orwell morreu de tuberculose em 1950, aos 42 anos.
Fonte: Site History (adaptado)

quarta-feira, 5 de junho de 2019

HOJE NA HISTÓRIA


Em 1989, "Rebelde Desconhecido" enfrenta tanques na Praça de Tiananmen, na China

No dia 5 de maio de 1989, um homem ficou conhecido por ter enfrentado uma coluna de tanques em Pequim, na China. O episódio aconteceu um dia após o exército chinês reprimir violentamente os protestos na Praça de Tiananmen, ou Praça da Paz Celestial. A partir de então, ele passou a ser chamado de "O Rebelde Desconhecido" (ou "O Homem dos Tanques"). A imagem do herói não identificado correu o mundo, enchendo as capas dos principais jornais e revistas do planeta.
Enquanto o primeiro tanque manobrava para se desviar do “Rebelde Desconhecido", ele mudava de posição com o objetivo de obstruir o veículo militar. Na China, a imagem e tudo o que se relaciona com o protesto estão sujeitos à pesada censura do Estado. Lá, o evento foi condenado ao esquecimento.
Não há informações confiáveis sobre a identidade ou o destino do homem. A história do que aconteceu com a tripulação do tanque também é desconhecida. Pelo menos uma testemunha afirmou que "O Rebelde Desconhecido" não foi a única pessoa que se opôs aos tanques durante o protesto. 
Os eventos da Praça da Paz Celestial consistiram numa série de manifestações lideradas por estudantes, entre abril e junho de 1989. Os manifestantes (cerca de cinco mil) vinham de diferentes grupos, desde intelectuais que acusavam o governo do Partido Comunista de ser muito repressivo e corrupto, a trabalhadores da cidade, que acreditavam que as reformas económicas tinham sido lentas e que a inflação e o desemprego estavam dificultando as suas vidas. 
De acordo com os números oficiais do governo chinês, cerca de 300 pessoas morreram no Massacre da Praça da Paz Celestial. Mas essa estimativa é contestada. A Cruz Vermelha chinesa afirma que à volta de 2.600 manifestantes foram mortos.
Fonte: Site History (adaptado)