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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

POEMA OLHAI

OLHAI
Olhai o homem que lavra seu campo subjugado pela
terra
Sua míngua, sua angústia de lama
Olhai como lavra

Olhai o homem que pensa usurpado da liberdade
Sua constância imensa, sua verdade
Olhai como pensa

Olhai o homem que constrói o que outro derruba
Sua tristeza, que lhe dói e perturba
Olhai como constrói

Olhai o homem do seu tempo como desespera
Seu direito a acreditar, sua longa espera
Olhai o Homem

Olhai o homem que ama
Olhai à vossa volta se conheceis algum assim
Mas olhai por fim.

in «Os poemas não se servem frios» Temas-Originais - Coimbra 2010

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